Cresce adesão das empresas a políticas e práticas de sustentabilidade
O levantamento “Corporate Sustainability: a progress report”, feito pela KPMG com 378 executivos da alta administração de empresas de diversos segmentos econômicos nos EUA, Canadá, Ásia, Europa, Oriente Médio, África e América Latina, mostrou que 60% das companhias pesquisadas tem uma estratégia em funcionamento para sustentabilidade corporativa e mudanças climáticas, percentual ligeiramente acima do que os 50% apresentados em estudo semelhante realizado em 2008.
Essa tendência de crescimento deve permanecer nos próximos anos, uma vez que mais de 70% das que não dispõem de uma estratégia esperam ter uma dentro do prazo de um a cinco anos. E quase 50% dos executivos acreditam que a implementação de programas de sustentabilidade irá contribuir de forma significativa para o resultado final, seja pela redução de custos ou pela maior rentabilidade.
Segundo a pesquisa, três são os principais motivos para o lento progresso em sustentabilidade:
- Falta de um conjunto de métrica e ferramentas em comum – e sistemas de informação – para a mensuração e análise do impacto dos programas de sustentabilidade.
- Falta de financiamento disponível colocando a sustentabilidade no mesmo nível de programas operacionais que tem um maior retorno sobre investimento (ROI) de curto prazo.
- Falta de marco regulatório internacional claro e rigoroso dentro do qual as empresas possam planejar com segurança.
Esses três pontos devem ser equacionados à medida em que mais e mais empresas adotarem a sustentabilidade como parâmetro para implementação de suas estratégias, políticas e iniciativas de mercado. Afinal, métricas, critérios de financiamento e marcos regulatórios estão por ser estabelecidos justamente porque ainda precisamos, em muitos casos, desenvolver massa critica que permita a elaboração de instrumentos de amplo alcance.
Como diria aquela propaganda, vamos juntos?
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